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Curso de Decoração

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Como utilizar quadros na decoração
Os quadros são uma escolha muito pessoal, muitas vezes o decorador indica qual “motivo ou assunto” cairia melhor em determinado ambiente, mas a decisão final sobre sua aquisição deve ser do agrado do morador do ambiente a ser decorado, pois os quadros são agradáveis e constantes fontes de prazer e bem estar.
A decoração com quadros é sempre um clássico. Mas é possível criar diversos ambientes, com informações totalmente diferentes. O importante é seguir algumas regras simples para evitar a poluição visual e deixar o ambiente mais harmônico;
 
 
A altura mínima deve ser de 90 cm a partir do piso, para que a imagem fique ao alcance do olhar;
 Se quiser pendurar quadros menores ao lado de um maior, centralize de acordo com a linha da moldura superior e inferior do maior, em um arranjo só;
 Alinhe os quadros pelas molduras superiores ou inferiores, no caso de pendurá-los lado a lado. Não é regra, mas as linhas retas são mais agradáveis;
 Tem uma tela de que gosta mais? A dica é colocá-la sozinha em uma parede que tenha maior visibilidade;
 E, por fim, ao pendurar quadros na parede atrás do sofá, deixe 30 cm entre eles e o encosto. Assim, ninguém corre o risco de esbarrar a cabeça e evitam-se acidentes.
 A Recriar tem como lema democratizar a arte, disponibilizando quadros decorativos de pintores renomados, arte abastrata, florais, marinha, natureza morta, paisagens, arte sacra, clássicos, poo art e figurativos.
 
Para utilização dos quadros podemos seguir vários caminhos:

*Vários quadros de assuntos semelhantes podem ter molduras idênticas e constituir um quadro só;
*Podemos misturar quadros à óleo com bico de pena ou aquarelas, desde que um não desvalorize o outro, podendo ainda serem misturados a imagens religiosas, relógios e outros objetos;
*Quando tivermos um ambiente muito colorido devemos utilizar quadros de uma só cor ou a carvão (por exemplo). No caso inverso, da mesma forma, utilizamos um quadro colorido em um ambiente muito neutro;
*Sempre devemos respeitar a proporção entre o quadro a ser utilizado, a parede e o móvel acima do qual for colocado;
*A moldura de um quadro nunca deve chamar mais a atenção do que o conteúdo do mesmo, porém devemos respeitar sua importância;
*Para valorizar um quadro na parede usamos passe-partout na moldura e iluminação direcionada.

Aplicações

Onde devemos aplicar corretamente os motivos de cada quadro:

*Motivos de Flores: são usados para dormitórios de casal, moças e também em salas de estar e jantar;
*Motivos de Peixes, Aves, Garrafas (natureza morta): são usados em salas de jantar, comedor ou copa;
*Motivos de Paisagens: são usados em qualquer ambiente da casa;
*Motivos Religiosos: são usados somente em salas íntimas e dormitórios;
*Motivos Infantis: são usados em dormitórios de crianças;
*Retratos e Fotografias: sempre colocados em porta retratos e usados em ambiente como biblioteca, gabinetes e partes íntimas da casa, ou dependendo do tema também podemos usar em outros ambientes da casa.

 
 
 
Composição dos Quadros

Devemos levar em conta os conceitos (já mencionados em edições anteriores) de equilíbrio, proporção, e especialmente harmonia. Assim como usamos um grande quadro na parede, podemos utilizar uma composição de vários quadros pequenos formando um grande painel.

Colocação dos Quadros

Quando temos quadros com tamanhos e motivos diferentes, podemos dispor na parede fazendo um alinhamento pela linha de baixo do quadro ou seguindo o formato dos móveis e objetos encostados na parede em questão. Quando temos paredes paralelas, devemos alinhar os quadros pela linha de cima dos mesmos. A altura de um quadro é determinada pela linha de visão, variando entre 1,50m até 1,80m. Em uma parede retangular o quadro ou grupo de quadros deve ter a mesma forma (retangular). E quando temos um quadro pequeno devemos colocá-lo sempre abaixo do maior.

Cuidados

* A umidade é o grande inimigo das obras de arte, por isso, sempre convém aplicar por traz do quadro uma camada fina de plástico bolha, isopor ou cortiça;
* Em função da umidade também devemos evitar colocar os quadros em paredes hidráulicas (que passem encanamentos);
* Devemos evitar que o sol bata diretamente sobre os quadros, para que não desbotem;
* O vidro a ser utilizado também é importante, o vidro comum reflete bastante a luz, que pode tornar-se incomodativo, o ideal seria utilizar o vidro anti-reflexo, que reduz os reflexos da luz;
* Quando utilizamos o espelho no lugar de uma gravura, devemos ter noção que o seu uso em excesso pode dar uma ligeira sensação de frio e seu brilho pode alterar o repouso de um ambiente, porém em algumas outras formas de aplicação, os espelhos enriquecem, aumentam e dão um toque de bom gosto e classe ao espaço projetado.
PS: Texto desenvolvido com base em estudos feitos no Curso de Decoração, da Criart - Escola de Artes Decorativas.
 

Qual parede mudar?
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Seu exercício de hoje: olhar as paredes nuas e imaginar como elas ficarão com alguma das tantas alternativas que as lojas oferecem. Ao observar o ambiente, perceba que apenas algumas paredes devem ficar em destaque. Para o designer de interiores Roberto Negrete, a parede da sala que fica atrás do sofá é a melhor opção. “Mudar uma parede é transformá-la em foco de atenção. A parede que tem a ‘tarefa’ de comportar o sofá é a que melhor se presta a essa alteração”. No quarto, vale o mesmo para a parede onde fica encostada a cabeceira da cama. Áreas de passagem, os corredores podem ficar mais charmosos com uma parede cheia de quadros. É um bom lugar para as fotos da família. O lavabo permite brincadeiras: como o espaço costuma ser pequeno e geralmente usado mais por visitantes do que por moradores, pode ser munido de paredes bem coloridas e revestimentos diferentes (se fossem uma área usada pelos moradores e, portanto, vista e revista todos os dias, talvez o excesso de cores pudesse cansar).


Opções para mudar a parede
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Ao pensar em mudar uma parede, respeite a função de cada cômodo. Isso significa, por exemplo, que um vermelho vivo pode não ser a melhor opção para um quarto de casal, se o que você procura é um ambiente relaxante para descansar. Além do mais, respeite os moradores. Crianças em casa não combinam com as texturas muito ásperas e com os lambris de gesso, que podem quebrar. Sua preocupação maior é com o meio ambiente? Há papéis de parede reciclados e recicláveis. Se você quer apenas pintar a parede, as orientações sobre cores estão na aula 3 do Curso de Decoração (LIKN), mas se quer ousar nos revestimentos, seguem algumas opções:


Lambris, o útil e o agradável

Os lambris são um clássico. Nascidos com as construções de madeira como um acabamento mais fino para os espaços internos, ele também funcionava como isolante térmico. Hoje, pode ser de madeira, gesso e PVC. É a espessura das réguas que determina a finalidade. Para manter os cômodos aquecidos, elas devem ter entre 10 e 20 mm. Menos que isso, só para proteger contra arranhões e batidinhas ou embelezar a parede. Já a largura depende do gosto de cada um. A altura, também livre, pode seguir certos padrões – entre 0,70 e 0,90m, se junto à mesa; entre 1,80 e 1,90, em paredes em que a porta tem 2,10m; entre 1,90 e 2m, quando a porta é de 2,40m. Capriche no acabamento com vernizes, tinta esmalte, pinturas especiais ou laqueação (processo de pintura automotiva, aplicada com compressor).

Texturas: efeito visual

A maioria das massas texturizadas já vem pronta, mas requer aplicadores especializados. Os habilidosos até podem aplicar sozinhos as massas industrializadas que não exigem treinamento – basta dominar os instrumentos necessários, como desempenadeira e rolos de lã. Há também receitas com massa corrida e massa acrílica – e os desenhos podem ser feitos com vassoura de piaçava, colher e outros utensílios domésticos.

Alguns avisos: 1) texturas muito ásperas em corredores ou áreas de passagem podem fazer com que as pessoas se machuquem. 2) As ranhuras das texturas podem acumular pó. Aspirador, escova com cerdas macias e pano úmido devem ser usados na limpeza. 3) Mesmo que você se apaixone por uma textura, deve-se usá-la com parcimônia – nada de fazer um ambiente inteiro texturizado; escolha as paredes para as quais quer dar destaque. 4) Paredes com bolor não devem receber textura. Primeiro descubra o motivo pelo qual a superfície ficou manchada.

Papel de parede: charme retrô

Ele é comprado por rolo – um rolo padrão tem 10 m por 53 cm. A maioria das lojas cobra uma taxa para a aplicação do papel – nas lojas consultadas, a taxa variou de R$ 16 a R$ 70 reais por rolo (preço consultado em dezembro de 2008). Cinthia Francisco, da Coelho Decorações, explica que há basicamente dois tipos de papel de parede: o que é papel mesmo e o papel vinílico, que possui plástico por cima e, por isso, é lavável. Eles podem ter acabamentos diferenciados como pedrinhas, partículas de vidro, fundo metálico, detalhe aveludado... Há também tecidos que fazem as vezes de papel de parede, mas descobrir se o tecido que você achou maravilhoso poderia ser aplicado na parede é tarefa para profissionais (muitos tecidos só podem ir à parede se aplicados em painel com espuma por baixo, pois desfiam com facilidade). Isabel Coelho, consultora da Luri Decoração recomenda que só pessoas que tenham muita, mas muita habilidade manual mesmo, arrisquem-se a aplicar papel na parede. Já tecido, nem as mãos mais habilidosas devem se arriscar. Se você enjoou do papel e quer tirá-lo, vai precisar apenas de água morna e uma espátula. No caso do papel vinílico, antes desse procedimento, é necessário tirar a parte plástica.

Adesivos: escolha jovem e moderna

O adesivo começou a se popularizar em 2007. Hoje, há diversos tamanhos e desenhos. Normalmente, é uma película autocolante, que não pede mão-de-obra especializada para aplicação. Antes de colar a imagem, certifique-se de que a superfície está limpa, lisa e seca. Use uma espátula para eliminar bolhas. Alguns modelos permitem diversas composições na parede – então o melhor é que você copie os desenhos, recorte em outro papel e pregue com fita crepe na parede para experimentar a melhor composição. Uma das principais vantagens do adesivo é que, quando você enjoar do desenho, basta descolar com pano úmido (e um pouco de paciência – em alguns casos, o adesivo descolado pode deixar marcas na pintura). 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Como pendurar os quadros na parede?

Não existem regras definitivas, mas, se você está em dúvida sobre como dispor obras de arte em casa de um jeito harmonioso, aproveite estas dicas certeiras.

 

Se a obra de arte for importante, de um artista renomado, a dica da designer de interiores Lia Strauss é pensar na disposição dos móveis do ambiente em função do destaque que você pretende dar ao quadro. “Na sala de estar, escolha a parede de maior visibilidade, aquela para a qual o olhar se volta naturalmente”, diz. Para não haver erro na hora de perfurar a parede, o decorador Fernando Piva aconselha: planeje a composição primeiro. “Um bom truque é recortar papel kraft no mesmo tamanho das molduras e colar as folhas com fita adesiva na parede para simular o arranjo. Assim é possível ter uma ideia real de como os quadros ficarão organizados”, explica. Outra forma de testar a composição é espalhar as obras no chão em frente à parede e ensaiar a arrumação. Quer começar uma coleção de artes? Assista ao vídeo e descubra como.  

 



 


Na parede atrás do sofá
Segundo Fernando Piva, o jeito clássico de pendurar o quadro é centralizá-lo em relação à largura do sofá. Centralize-o também na altura, dividindo ao meio o espaço entre o topo do estofado e o teto. “Assim temos a simetria total”, diz. É o que se vê no ambiente abaixo, à esquerda. Quem preferir uma disposição mais moderna poderá deslocar a tela na parede. “Nesse caso, fixe o quadro a 5 cm da lateral do sofá”, afirma Piva. A decoradora Ana Maria Índio da Costa lembra que é fundamental considerar a proporção da obra em relação ao estofado. Se você tem quadros pequenos demais, uma solução é associá-los num arranjo que preencha bem a parede – como na foto abaixo –, posicionado a pelo menos 25 cm de distância do topo do móvel.



 


Em uma parede livre
Sem móveis recostados ou outras interferências, uma parede livre é um ótimo local para brincar com vários quadros, sendo que alguns deles podem ser fixados numa altura próxima ao piso. A sugestão da designer de interiores Lia Strauss é buscar algum elemento para criar um alinhamento. No caso do ambiente acima, foi o batente da porta. “Também gosto de deixar espaços em branco para a chegada de novas obras”, diz.



 


Hall de entrada e corredor
Um quadro bem colocado na entrada de casa tem o poder de causar uma boa primeira impressão nos visitantes. “Gosto de apostar numa tela grande porque aí não é preciso mais nada para vestir a parede”, acredita a arquiteta Tania Eustaquio. Ela lembra que o ideal é escolher um trabalho que conte um pouco da história dos moradores. Fixe a obra centralizada e alinhada com o batente superior da porta. Se preferir uma composição de vários quadros, um arranjo que sempre funciona é pendurá-los em sequência na horizontal, alinhados pelo alto da moldura e bem juntinhos, deixando de 8 a 10 cm entre eles. A altura deve ser a do olhar de uma pessoa média. Esse tipo de composição também
fica muito bem em corredores, ambiente no qual pode-se ainda aplicar as mesmas regras usadas em paredes livres, descritas no item acima.

Acima do aparador
A disposição clássica é pendurar um quadro sobre o móvel, centralizado tanto na largura como na altura. Outra opção é uma mistura de obras maiores e menores, distribuídas dentro da área delimitada pela largura do aparador. “Procure fixar primeiro o quadro maior, alinhando-o com uma das laterais do móvel. Em seguida, monte o outro lado da parede, brincando com os quadros menores até descobrir a melhor arrumação. Novamente, o alinhamento com a lateral precisa existir”, ensina o arquiteto Antonio Ferreira Jr., autor do ambiente abaixo. Ele dá mais uma dica: o arranjo precisa ficar pelo menos 20 cm acima do tampo do aparador, pois assim não atrapalhará a colocação de objetos sobre a peça.

Na sala de jantar
Se houver um aparador no ambiente, basta seguir as indicações acima. Porém, caso a parede destinada a receber os quadros não tenha mobília recostada, é importante pendurá-los um pouco mais alto do que o habitual porque a sala de jantar é uma área em que as pessoas circulam com as mãos ocupadas com alimentos, louças e copos e um esbarrão numa moldura pode causar um acidente. “Em espaços exíguos, nos quais as paredes ficam muito próximas aos móveis, recomenda-se fixar os quadros 10 cm acima do espaldar das cadeiras”, diz Lia Strauss. Isso permite afastar as cadeiras sem que elas batam nas molduras. Segundo a profissional, para otimizar a circulação no ambiente, o ideal é ter uma mesa centralizada e um quadro idem na parede principal da sala de jantar.

 

 



 


Quarto de casal
Trabalhar com um par de quadros, alinhado com as laterais do colchão, é a sugestão da arquiteta Patrícia Martinez para quartos de casal. No ambiente da foto, as obras ficam apenas apoiadas na cabeceira – na verdade, uma caixa de 20 cm de profundidade, que serve de prateleira. “Quando as obras não estão presas, é mais fácil mudá-las de lugar, dando um novo charme ao ambiente”, afirma. Esta proposta é uma variação do jeito mais usual de pendurar quadros em quartos: uma obra centralizada na parede atrás da cama. A arquiteta Tania Eustaquio, por sua vez, defende que esse espaço deve permanecer livre para que as obras não disputem a atenção com a cabeceira, que, segundo ela, é um item de decoração que está cada vez mais valorizado. “As novas cabeceiras
são muito bonitas. Por isso, é melhor eleger uma parede vazia para colocar os quadros”, aconselha. “Até porque, assim, o casal que está deitado na cama poderá apreciar melhor as obras.”

 

 



 
Última atualização ( Ter, 28 de Dezembro de 2010 09:21 )  
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